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Nietzsche, o psicólogo da desconstrução do sujeito. A visão de um deus não moral

Adilson Felicio Feiler

Autor
Adilson Felicio Feiler
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
18 / 2
Ano
2018
DOI
10.31977/grirfi.v18i2.970
Páginas
34-42
Idioma
pt
2018Adilson Felicio Feiler. Nietzsche, o psicólogo da desconstrução do sujeito. A visão de um deus não moral. Griot : Revista de Filosofia, v. 18, n. 2, p. 34-42, 2018.2

Por traz das críticas de Nietzsche à moral, ele tem no Cristianismo do movimento messiânico de Jesus um antídoto contra o niilismo. Promotor de um ethos cristão, o Cristianismo, que, em fidelidade ao seu espírito crístico, faz consistir seus ensinamentos não apenas numa lei ou dogma doutrinal, mas principalmente numa prática de vida ao assumir o seu destino com amor. Acolhe o destino de maneira não resignada ou conformista, mas com disposição ativa. O espírito cristão de Jesus consiste na sua prática, da qual decorre a desconstrução do sujeito moral. É uma prática que, ao invés de se resignar passivamente ao destino como foi a tradição cristã, o assume até as suas últimas consequências em que a vida, atinge os seus pontos mais culminantes.