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NIILISMO E ÉTICA: A “FILOSOFIA DO NADA” EM SUAS RELAÇÕES COM O AGIR HUMANO

Antunes Ferreira da Silva

Autor
Antunes Ferreira da Silva
Revista
Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia
Ano
2013
Idioma
pt-BR
2013Antunes Ferreira da Silva. NIILISMO E ÉTICA: A “FILOSOFIA DO NADA” EM SUAS RELAÇÕES COM O AGIR HUMANO. Lampejo - Revista Eletrônica de Filosofia, 2013.1

Resumo: Este artigo analisa a fundamentação contemporânea da ética. A Filosofia Clássica (especificamente, as teorias filosóficas de cunho platônico-aristotélico-tomista) defende que está na Metafísica o fundamento da moralidade. Não é possível afirmar, especialmente após o existencialismo e a fenomenologia, que se pode manter esta pretensa fundamentação por parte da Metafísica, que atualmente jaz na descrença à ideia de essência. Após a formulação da ética como puramente descritiva e não prescritiva (segundo Arthur Schopenhauer) e do Niilismo, especificamente com o ideal do super-homem (segundo Friedrich Nietzsche), percebem-se algumas luzes num cenário que se denomina vazio ético. O parâmetro da comunicação (segundo Karl-Otto Apel e Jürgen Habermas), da responsabilidade (segundo Hans Jonas) e algumas conscientizações (da dignidade da pessoa humana, da interdependência dos povos e da ecologia) surgem, então, como possibilidades de uma fundamentação que transcende o particular a umimperativo ético universalista.