- Autor
- Marcos Aurélio Fernandes
- Revista
- Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
- Edição
- 13 / 2
- Ano
- 2025
- Idioma
- pt
Ensaia-se neste artigo uma interpretação não técnica da técnica e da proveniência da máquina de pensar, mas uma interpretação hermenêutica, concebida de modo histórico-ontológico, a partir da meditação de Heidegger. O texto aparece como um mosaico ou um tapete composto de peças desta meditação. Este exercício artesanal de reflexão responde a um desafio hermenêutico, numa espécie de genealogia ontológica, procurando rememorar e repercorrer nos cursos do ser na história metafísica do ocidente a proveniência da técnica que possibilitou a invenção da máquina de pensar. Primeiramente, procura trazer à luz a vigência da poivhsi" (poíēsis) na regência da tevcnh (tḗchnē) e as vicissitudes do ser do ente, no passado, até o despontar da com-posição (Ge-stell). Depois, reflete o presente, tematizando a consumação da metafísica na técnica hodierna. Por fim, considera os pródromos da máquina de pensar no pensamento do cálculo e na transmutação da linguagem em informação. Termina acenando para a espera do inesperado.
