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NOTAS SOBRE INTUIÇÃO, CONCEITO E REFLEXÃO: FICHTE E A ANFIBOLIA DA PRIMEIRA CRÍTICA
João Geraldo Martins da CUNHA
Artigo
Ver fonte original- Autor
- João Geraldo Martins da CUNHA
- Revista
- Estudos Kantianos [EK]
- Edição
- 4 / 1
- Ano
- 2016
- DOI
- 10.36311/2318-0501.2016.v4n1.04.p31
- Páginas
- 31-42
- Idioma
- pt
2016João Geraldo Martins da CUNHA. NOTAS SOBRE INTUIÇÃO, CONCEITO E REFLEXÃO: FICHTE E A ANFIBOLIA DA PRIMEIRA CRÍTICA. Estudos Kantianos [EK], v. 4, n. 1, p. 31-42, 2016.1
Kant é enfático ao avaliar a Doutrina-da-ciência de Fichte: não se trata, senão, de “uma pura lógica” 1. De sua afirmação podemos inferir que, ao projeto de uma Wissenschaftslehre2, faltaria uma distinção clara entre intuição e conceito, mediante o que ela seria passível de, pelo menos, duas críticas básicas: (a) em primeiro lugar, não reconhecer a autonomia da sensibilidade frente ao entendimento e, portanto, negligenciar a necessidade de uma análise transcendental da sensibilidade; (b) em segundo lugar, metodologicamente, negligenciar a diferença entre conhecimento matemático e conhecimento filosófico, i.e., conhecimento por construção de conceitos e conhecimento por conceitos (Kant, KrV, B 714).
