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Notas sobre o estatuto da morte na concepção freudiana de vida

Pedro Fernandez de Souza

Autor
Pedro Fernandez de Souza
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
11 / 2
Ano
2020
DOI
10.5902/2179378647234
Páginas
152-174
Idioma
pt
2020Pedro Fernandez de Souza. Notas sobre o estatuto da morte na concepção freudiana de vida. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 11, n. 2, p. 152-174, 2020.3

Este artigo tenta compreender o estatuto da morte dentro da concepção de vida que se pode depreender das teorizações freudianas. Para isso recorremos a uma leitura comparativa entre dois momentos fundamentais da obra de Freud: o empreendimento metapsicológico (com destaque ao artigo sobre as pulsões, de 1915) e a publicação, em 1920, do Além do princípio de prazer. Verificamos que, em linhas gerais, as características mais essenciais com que a vida é descrita mantêm-se as mesmas em ambos esses momentos; o que mudou foi o estatuto conferido à morte nessa concepção, que de limite lógico e externo passou a ser origem e finalidade da vida. Notamos, outrossim, que a incorporação da morte no seio da vida não se deu no vazio, mas que Freud só a perfez ao se debruçar sobre hipóteses que marcavam presença em seu pensamento já antes de 1920, num processo de contínua reelaboração teórica.