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Nothingness is said in many ways: Leibniz’s concepts of nothingness

Elliot Santovich Scaramal

Autor
Elliot Santovich Scaramal
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
48
Ano
2026
DOI
10.1590/0101-3173.2026.v49.n1.e026002
Páginas
e026002
Idioma
en
2026Elliot Santovich Scaramal. Nothingness is said in many ways: Leibniz’s concepts of nothingness. Trans/Form/Ação, v. 48, p. e026002, 2026.3

O presente artigo pretende levantar e discutir as definições e usos leibnizianos do termo ‘nada’ (nihil, le rien, le néant), especialmente em seus escritos intermediários. Parece haver três sentidos do termo, nos ensaios redigidos por Leibniz, do final da década de 1670 a meados da década de 1680: (i) o conceito que não contém nenhum outro conceito, (ii) a noção completa que contém a negação de cada perfeição, (iii) nomes sem conceitos associados a eles. Leibniz também frequentemente menciona o nada como uma espécie de (iv) inexistência geral. Defende-se que ambos os conceitos (i) e (ii) são consistentes e que (ii) é uma contraparte negativa da noção completa de Deus. Apresentam-se, então, alguns argumentos a favor da leitura de que (ii) existe, no intelecto divino, embora não possa ser instanciado. Disso se segue que há dois sentidos não coextensivos de possibilidade, isto é, consistência e instanciabilidade: Haveria uma noção completa que não é a noção completa de uma substância individual (possível). Submissão: 2/10/2025 – Decisão: 7/11/2025 - Revisão: 10/11/2025 – Publicação: 12/1/2026