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O agir comunicativo e a gramática do sujeito pronominal: o reconhecimento intersubjetivo equitativo

Jovino Pizzi, Delamar José Volpato Dutra

Autor
Jovino Pizzi, Delamar José Volpato Dutra
Revista
Argumentos - Revista de Filosofia
Edição
19
Ano
2018
DOI
10.36517/Argumentos.2018.19.32015
Idioma
pt
2018Jovino Pizzi, Delamar José Volpato Dutra. O agir comunicativo e a gramática do sujeito pronominal: o reconhecimento intersubjetivo equitativo. Argumentos - Revista de Filosofia, n. 19, 2018.1

A teoria do agir comunicativo supõe o reconhecimento de todos os concernidos. Na relação intersubjetiva, esse reconhecimento admite os demais como sujeitos coautores. O emprego dos pronomes pessoais é fundamental. A gramática do sujeito pronominal requer uma equidade entre todos os sujeitos atores, na voz ativa. Às vezes, o uso do pronome pessoal na terceira pessoa pode indicar um sujeito indesejável ou antissocial, aspecto que elimina a equidade entre todos os pronomes pessoais. Este artigo pretende reforçar o reconhecimento intersubjetivo entre sujeitos coautores, aspecto presente na obra de Habermas, principalmente quando se trata da teoria do agir comunicativo. Ao insistir na comunidade de comunicação, a consideração dos sujeitos pronominais não pode adjetivar qualquer pronome ao ninguém. A questão central é o reconhecimento intersubjetivo dos sujeitos em uma comunidade de comunicação, superando, assim, o aspecto monológico da filosofia da consciência ou a artificialidade de uma comunicação sem sujeitos.