O ato livre e a criação artística: relações entre a Filosofia de Bergson e a Literatura de Proust
Luiz Ricardo Rech
- Autor
- Luiz Ricardo Rech
- Revista
- Argumentos - Revista de Filosofia
- Edição
- 4
- Ano
- 2010
- DOI
- 10.36517/Argumentos.2.4.18973
- Idioma
- pt
Há uma forte relação entre a filosofia de Bergson e a arte. A tendência do seu pensamento ao estudo das questões psicológicas estabelece um diálogo constante com a arte, seja pelo uso da metáfora e das imagens poéticas, seja pelas referências que se encontram em seus textos, principalmente no que diz respeito ao estudo da subjetividade. Por outro lado, analisando-se a obra de Proust pode-se perceber ali, em muitos momentos, um claro exemplo do que Bergson chamou de duração pura. Duas podem ser as aproximações: a duração segundo a qual se constrói o personagem narrador de No Caminho de Swann; e as memórias do próprio autor, fundamentais para a criação do ambiente onde os perfis psicológicos se desenvolvem mediante a sua expressão artística. Nesse intercurso, parece-nos viável propor, dessa forma, um paralelo entre o ato livre pautado na duração e a produção artística como expressão da duração daquele que cria, tomando por base a interpretação bergsoniana dessas questões.
