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O campo como nómos biopolítico da modernidade e a figura do muçulmano

Lara Emanuele da Luz, Eduardo Morello

Autor
Lara Emanuele da Luz, Eduardo Morello
Revista
Griot : Revista de Filosofia
Edição
20 / 1
Ano
2020
DOI
10.31977/grirfi.v20i1.1317
Páginas
144-153
Idioma
pt
2020Lara Emanuele da Luz, Eduardo Morello. O campo como nómos biopolítico da modernidade e a figura do muçulmano. Griot : Revista de Filosofia, v. 20, n. 1, p. 144-153, 2020.2

O presente texto, cujo título é “O campo como nómos biopolítico da modernidade e a figura do muçulmano” tem por objetivo geral examinar a noção de campo como nómos biopolítico presente na modernidade, segundo as afirmações da obra de Giorgio Agamben, destacando a figura do muçulmano como seu habitante e como um paradigma da vida nua (nuda vita) em oposição à forma-de-vida. Para que se possa realizar o objetivo proposto, iniciamos com a abordagem dos conceitos de vida nua e de biopolítica em Agamben, indicando alguns de seus interlocutores, tais como Michel Foucault e Hannah Arendt. Em seguida, analisamos o conceito de campo, que caracteriza o Estado de exceção permanente na modernidade, e a figura do mulçumano, no interior dele. Por último, apresentamos breves considerações acerca da enigmática noção de forma-de-vida, com hífen, enquanto oposta a vida nua, na medida em que uma torna inoperante a politização da vida (zoé), a biopolítica.