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O CÍRCULO HERMENÊUTICO DE PAUL RICŒUR COMO MEDIAÇÃO NARRATIVA DA EXPERIÊNCIA

Carlos Frederiqui Dias Bubols

Autor
Carlos Frederiqui Dias Bubols
Revista
Revista Ideação
Edição
1 / 46
Ano
2022
DOI
10.13102/ideac.v1i46.7872
Páginas
159-175
Idioma
pt
2022Carlos Frederiqui Dias Bubols. O CÍRCULO HERMENÊUTICO DE PAUL RICŒUR COMO MEDIAÇÃO NARRATIVA DA EXPERIÊNCIA. Revista Ideação, v. 1, n. 46, p. 159-175, 2022.1

Este trabalho pretende sumarizar as múltiplas mediações da experiência no pensamento de Paul Ricœur, tendo como diretriz sua noção de círculo hermenêutico como encadeamento dos três momentos miméticos ― mímesis I, mímesis II e mímesis III ―, a fim de fazer frente às noções de compreensão de si em que o ego é conhecido diretamente pelos sujeitos por introspecção. Distintamente de filósofos de filiação fenomenológica, tais como Edmund Husserl, para quem o ego transcendental pode ser encontrado mediante a realização da epoché, ou Jean-Paul Sartre, para quem o ego é um objeto transcendente de uma consciência impessoal mais primitiva que chamou de consciência pré-reflexiva, para Ricœur, entretanto, o ego não pode ser plenamente alcançado reflexivamente, senão por um movimento hermenêutico mais extenso que passa pela interpretação de diversas camadas simbólicas e culturais.