O Clássico das Mudanças como origem da cosmotécnica chinesa: The Classic of Changes as the origin of Chinese cosmotechnics
Eduardo Vichi Antunes
- Autor
- Eduardo Vichi Antunes
- Revista
- Modernos & Contemporâneos - International Journal of Philosophy [issn 2595-1211]
- Edição
- 9 / 21
- Ano
- 2025
- Páginas
- 169-183
- Idioma
- pt-BR
O objetivo deste artigo é estabelecer o Clássico das Mudanças (Yijing 易经) como a fonte da ontologia processual que define a filosofia chinesa desde o seu início até os dias atuais. Somente isto nos permite refletir sobre a técnica e a ciência na China através de parâmetros estabelecidos ao longo dos séculos pela própria tradição chinesa, ou seja, enquanto uma cosmotécnica própria, ao mesmo tempo em que refutamos a universalidade da filosofia e da mitologia gregas como parâmetros para a compreensão de realidades externas à Grécia. Para tanto, será necessário analisar o Clássico das Mudanças por meio dos seguintes aspectos: sua origem e sua relação com a mitologia chinesa, sua composição por meio de 64 hexagramas, qual seu significado filosófico e, por fim, sua contribuição para a compreensão da filosofia chinesa (confucionismo, daoísmo e budismo) como uma filosofia da inter-relacionalidade. Intrínseco ao propósito deste texto está um projeto de descolonização do pensamento que emprega como método a interpretação chinesa referente ao universo da C&T por intermédio das filosofias daquele país. Por esse motivo, o estudo cuidadoso do Yijing (易经) se faz indispensável e complementa o trabalho de Yuk Hui acerca da noção cosmotécnica chinesa. Palavras-chave: Clássico das Mudanças; cosmotécnica; filosofia chinesa; ontologia processual.
