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O cognitivismo moral pragmático entre as antinomias metaéticas realistas e antirrealistas

Léo Peruzzo Júnior

Autor
Léo Peruzzo Júnior
Revista
ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
Edição
14 / 3
Ano
2015
DOI
10.5007/1677-2954.2015v14n3p415
Páginas
415-428
Idioma
pt
2015Léo Peruzzo Júnior. O cognitivismo moral pragmático entre as antinomias metaéticas realistas e antirrealistas. ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy, v. 14, n. 3, p. 415-428, 2015.1

O presente artigo apresenta o cognitivismo moral pragmático como forma de superar as antinomias metaéticas realistas e antirrealistas e a (im)possibilidade de representação mental do conteúdo moral. Esta posição é sustentada a partir da reconstrução do debate instaurado entre cognitivistas e não cognitivistas; especialmente nas interpretações fornecidas pelo realismo moral de McDowell e pelo quase-realismo de Blackburn. Assim, o pressuposto comum a essas duas teorias metaéticas [cognitivismo e não cognitivismo] pretende ser superado pelo cognitivismo pragmático, uma vez que suas falsas dicotomias partem da tese de que todo conhecimento moral é proposicional. Para sanar esse paradoxo, evitamos uma dicotomia radical entre fatos e valores, isto é, não há ações que podem ser valoradas extrinsecamente ao contexto do seu uso.