- Autor
- Francisco Freire
- Revista
- Princípios: Revista de Filosofia (UFRN)
- Edição
- 28 / 57
- Ano
- 2021
- DOI
- 10.21680/1983-2109.2021v28n57ID24575
- Páginas
- 103-130
- Idioma
- pt
Este artigo pretende reconstruir as principais decisões teóricas que caracterizam o conceito leibniziano de liberdade. Adota-se como método o confronto dialógico entre as concepções mais influentes em torno da problemática conciliação entre o paradigma mecanicista e matematizado do universo e a liberdade. Sob a influência do modelo mecanicista, influentes filósofos modernos reduziram o problema do livre arbítrio ao problema da livre ação. Hobbes, Locke e Hume identificaram a liberdade com a espontaneidade e a autonomia, consolidando um compatibilismo mecânico. Leibniz recepciona as noções de autonomia e espontaneidade. No entanto, A liberdade leibniziana, ao implicar também a inteligência e a contingência, introduz a teleologia no discurso compatibilista. Leibniz reassume a noção de livre arbítrio conciliando-a com a rejeição da libertas indifferentiae.
