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O corpo na era da inteligência artificial já era?

Mônica Parreiras

Autor
Mônica Parreiras
Revista
Princípios: Revista de Filosofia (UFRN)
Edição
31 / 65
Ano
2024
DOI
10.21680/1983-2109.2024v31n65ID35133
Idioma
pt
2024Mônica Parreiras. O corpo na era da inteligência artificial já era? . Princípios: Revista de Filosofia (UFRN), v. 31, n. 65, 2024.4

A inteligência artificial (IA)[1] tem se tornado cada vez mais importante na indústria moderna, trazendo consigo benefícios e inovações capazes de transformar a maneira como o trabalho é executado. Sendo assim, este artigo tem o objetivo de elucidar alguns tipos de IA e sua aplicabilidade no cotidiano da vida moderna. Ademais, intenciona-se abordar os apelos da personalização de conteúdos que capturam e algoritmizam o indivíduo, de modo a ensejar os desafios éticos implicados em seu avanço. E, por fim, ambiciona-se tencionar a relação entre os benefícios do avanço tecnológico frente a questão  concernente à autonomia e liberdade do corpo próprio na acepção merleau-pontyana, trazendo o corpo para condição de sujeito e, com isso, rompendo com a tradição cartesiana dualista, de modo a seguir na proposta de atribuir ao corpo-sujeito, a capacidade de fazer ato e, dessa forma, se constituir enquanto um corpo político, sendo a base para ações inteligentes e cautelosas até mesmo na função de operar as máquinas que sem ele não podem sequer ser acionadas.   [1] Sigla utilizada para referir-se à inteligência artificial e que será mencionada ao longo do artigo com fins de abreviação dos termos.