Artigo
Ver fonte original- Autor
- Eugénia Vilela
- Revista
- Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação (RESAFE)
- Edição
- 12
- Ano
- 2011
- DOI
- 10.26512/resafe.v0i12.4350
- Páginas
- 37-45
- Idioma
- pt
2011Eugénia Vilela. O corpo transversal. Notas sobre a estranheza da aprendizagem dos nomes. Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação (RESAFE), n. 12, p. 37-45, 2011.4
Um livro, uma criança, uma escritora louca, uma língua sem tradução literal: os sentidos descentram-se de um significado despótico. Todos são estrangeiros a todos. Não existe uma figura única do ser estrangeiro. Há, aí, uma condição poética. Aprender é traduzir: viver a irredutibilidade de ser outro. Indefinidamente. Desde um gesto pelo qual a educação se desenha na forma de interrogação das condições de im-possibilidade de leitura e de escrita da vida. Aprender faz-se no gesto de sobreviver, resistir, criar na experiência de uma linguagem no entre-dois.
