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O débito de Hans Jonas à Spinoza: a teoria do organismo jonasiana enquanto dependente da ontologia spinozana.

Francisco Vale Lima, Clever Luiz Fernandes

Autor
Francisco Vale Lima, Clever Luiz Fernandes
Revista
Revista Conatus - Filosofia de Spinoza (ISSN 1981-7509)
Edição
17 / 28
Ano
2026
DOI
10.52521/conatus.v17i28.15591
Páginas
53-64
Idioma
pt
2026Francisco Vale Lima, Clever Luiz Fernandes. O débito de Hans Jonas à Spinoza: a teoria do organismo jonasiana enquanto dependente da ontologia spinozana.. Revista Conatus - Filosofia de Spinoza (ISSN 1981-7509), v. 17, n. 28, p. 53-64, 2026.5

O presente artigo pretende demonstrar como a teoria do organismo de Hans Jonas é, em sua essência, dependente da ontologia de Baruch Spinoza. Para tanto procederemos, inicialmente, com uma breve exposição da estrutura ontológica spinozana, apresentando suas principais categorias, ainda que não seja nosso intento exauri-las, como destaque para um esboço conceitual de sua doutrina da substância. Em seguida, esboçaremos a teoria do organismo jonasiana e, neste diapasão, já estabeleceremos um paralelo entre esta teoria e a anterior permitindo-nos, assim, atingir nosso objetivo, qual seja: o de estabelecer um paralelo entre as duas correntes filosóficas evidenciando as heranças diretas da teoria spinozana presente na teoria jonasiana do organismo ne, neste cenário, destacam-se a rejeição ao dualismo substancial em favor de um monismo (que Jonas nomeia de monismo integral e Spinoza articula como sendo irrestrito).