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O desenvolvimento regional como eixo estruturante dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia

Marcio Rogerio Olivato Pozzer, Roberta dos Reis Neuhold

Autor
Marcio Rogerio Olivato Pozzer, Roberta dos Reis Neuhold
Revista
Prometeica - Revista de Filosofía y Ciencias
Edição
29 / 1
Ano
2024
DOI
10.34024/prometeica.2024.29.15280
Páginas
41-82
Idioma
pt
2024Marcio Rogerio Olivato Pozzer, Roberta dos Reis Neuhold. O desenvolvimento regional como eixo estruturante dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Prometeica - Revista de Filosofía y Ciencias, v. 29, n. 1, p. 41-82, 2024.3

Este trabalho discute o projeto de desenvolvimento presente na política federal de educação profissional e tecnológica brasileira, inscrito na lei de criação dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia de 2008. Parte da hipótese de que o desenvolvimento regional se tornou a coluna vertebral dessa política pública, que destacou a importância dos arranjos produtivos, sociais e culturais locais no processo de expansão e interiorização da educação profissional. A partir de pesquisa documental sobre os processos legislativos, o estudo mapeia a construção do projeto de desenvolvimento durante a formulação, a tomada de decisão e a implementação da política pública. Com o uso de técnicas associadas à análise de conteúdo e o cruzamento de dados referentes à população dos municípios-sede dos novos campi, confirma a hipótese inicial ao reunir evidências sobre o enfoque comunitário e sustentável alinhado ao desenvolvimento regional endógeno inerente ao projeto que deu origem aos Institutos Federais. Conclui que, por um lado, a intersetorialidade da política driblou a cultura bacharelesca e o desprestígio que a educação profissional ocupa no país. Também ampliou a capilaridade para os pequenos municípios, sendo que 58,8% dos 483 novos campi foram instalados em localidades com menos de 100 mil habitantes. Por outro lado, a cultura organizacional preexistente e a carência de espaços institucionais de governança resultaram em baixa interação dos campi com o território, estabelecendo um frágil e descontínuo elo com o desenvolvimento regional.