Artigo
Ver fonte original- Autor
- Gabriel Ferri Bichir
- Revista
- Cadernos de Ética e Filosofia Política
- Edição
- 43 / 2
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.11606/issn.1517-0128.v43i2p94-109
- Páginas
- 94-109
- Idioma
- pt-BR
2024Gabriel Ferri Bichir. O devir-putrefato do Estado: Hegel e a crítica à democracia. Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 43, n. 2, p. 94-109, 2024.6
Neste trabalho, investigamos as antinomias presentes no conceito hegeliano de Estado e, partindo delas, elaboramos uma crítica imanente da Filosofia do Direito apoiando-nos no trabalho de Frank Ruda sobre a populaça. Defendemos que o Estado hegeliano é marcado por um organicismo sui generis em que todo elemento capaz de colocar em questão o processo de totalização é assimilado à figura do inorgânico. Tal é o caso do povo nos sistemas democráticos, entendido como força inorgânica que dissolve o movimento do todo em um sem-número de átomos isolados. Esse é justamente o pressuposto da argumentação hegeliana a favor da exclusão da democracia (direta) como alternativa viável ao sistema representativo esposado em seu livro.
Palavras-chave:
