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O dia em que a morte morrerá

Cinara Nahra

Autor
Cinara Nahra
Revista
Veritas (Porto Alegre)
Edição
58 / 1
Ano
2013
DOI
10.15448/1984-6746.2013.1.12988
Páginas
87-98
Idioma
pt
2013Cinara Nahra. O dia em que a morte morrerá. Veritas (Porto Alegre), v. 58, n. 1, p. 87-98, 2013.2

O objetivo do presente artigo é mostrar que os temas do envelhecimento populacional e da superpopulação no planeta colocam-se como dois dos maiores desafios éticos e de políticas públicas no século XXI em todo o mundo. Apresentamos, aqui, o conceito de imortalidade, trazido para a cena filosófica por John Harris, e mostramos que se for mantido o aumento constante na expectativa de vida que tem sido observado nos últimos 160 anos, na razão de três meses por ano, podemos esperar que, daqui a 40 mil anos, a expectativa de vida seja de aproximadamente 10 mil anos, o que poderíamos caracterizar como imortalidade, levando-se em conta a expectativa de vida que temos hoje. Discutimos, então, se a imortalidade é ou não desejável e mostraremos que o argumento de Hans Jonas de que a imortalidade necessariamente levará ao fim da reprodução não se sustenta.