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O diálogo entre a razão e a revelação na epistemologia de John Locke: um estudo dos capítulos xviii e xix do livro IV do Ensaio

Ramiro Marinelli Duarte

Autor
Ramiro Marinelli Duarte
Revista
Sofia
Edição
7 / 1
Ano
2018
DOI
10.47456/sofia.v7i1.19634
Páginas
41-61
Idioma
pt
2018Ramiro Marinelli Duarte. O diálogo entre a razão e a revelação na epistemologia de John Locke: um estudo dos capítulos xviii e xix do livro IV do Ensaio. Sofia, v. 7, n. 1, p. 41-61, 2018.1

Este artigo se propõe a examinar um aspecto particular da estrutura epistemológica que Locke elabora no Ensaio. Na sua epistemologia, Locke busca um ponto de equilíbrio entre os dois domínios do entendimento humano, a saber, o conhecimento e a crença em geral. Dentro da crença em geral, existe uma divisão entre a crença que é produto da razão e a crença que é produto de uma intervenção extraordinária de Deus, ou seja, a revelação. Partindo de um estudo bibliográfico da relação entre a razão e a revelação dentro da epistemologia lockeana, mais especificamente dentro do livro IV do Ensaio, pretende-se investigar as bases racionais nas quais Locke funda a relação entre a razão e a revelação. O diálogo entre essas duas instâncias pode trazer benefícios para ambas as partes, alargando o conhecimento humano em alguns casos e evitando que a fé religiosa caia na irracionalidade.