O direito de um Estado contra "um inimigo injusto" não tem limites
Delamar José Volpato Dutra, Cláudio Ladeira de Oliveira
- Autor
- Delamar José Volpato Dutra, Cláudio Ladeira de Oliveira
- Revista
- ethic@ - An international Journal for Moral Philosophy
- Edição
- 19 / 2
- Ano
- 2020
- DOI
- 10.5007/1677-2954.2020v19n2p250
- Páginas
- 250-267
- Idioma
- pt
Schmitt sustentou que a moderna desconexão entre a guerra justa e a justa causa para a guerra implicou um avanço na racionalização jurídica das guerras no âmbito do direito internacional público. Nesse particular, a análise que Schmitt faz de Kant questiona a adesão do filósofo a essa tese da modernidade. Para ele, o Kant maduro acabou por reverberar as teses da justa causa para a guerra mediante o seu conceito de inimigo injusto da RL. O presente texto defende a interpretação de Williams segundo a qual Kant teria não só abandonado a justa causa para a guerra, como teria abandonado a própria noção de guerra justa, visto tal noção estar em descompasso com o direito internacional público.
