Artigo
Ver fonte original- Autor
- Salma Tannus Muchail
- Revista
- Revista de Filosofia Aurora
- Edição
- 23 / 32
- Ano
- 2011
- DOI
- 10.7213/rfa.v23i32.1771
- Páginas
- 157-164
- Idioma
- pt
2011Salma Tannus Muchail. O DIZER-VERDADEIRO: DESCRIÇÃO POSITIVA. Revista de Filosofia Aurora, v. 23, n. 32, p. 157-164, 2011.1
Desenvolvida por Michel Foucault nos três últimos cursos que ministrou no Collège de France, a noção de parrhesia, franco falar ou dizer-verdadeiro, aparece pela primeira vez no curso de 82, A hermenêutica do sujeito. A noção é ali descrita em dois momentos: primeiro, uma “análise negativa” ou “indireta”, pelo confronto da parrhesia com seus opositores, que são a lisonja e a retórica; e, depois, análise direta e positiva, apoiada em textos de Filodemo de Gedara, de Galeno e de Sêneca. Faz-se aqui uma reconstituição desse segundo momento de análise, reorganizando-o em tópicos que conduzem à sugestão de algumas reflexões.
