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O drama do gênio na metafísica do belo de Schopenhauer: sua mais alta expressão no "Torquato Tasso" de Goethe

Iasmim Martins

Autor
Iasmim Martins
Revista
Voluntas: Revista Internacional de Filosofia
Edição
5 / 2
Ano
2014
DOI
10.5902/2179378633937
Páginas
52-70
Idioma
pt
2014Iasmim Martins. O drama do gênio na metafísica do belo de Schopenhauer: sua mais alta expressão no "Torquato Tasso" de Goethe. Voluntas: Revista Internacional de Filosofia, v. 5, n. 2, p. 52-70, 2014.3

Para Schopenhauer, o que caracteriza o gênio é o excedente da faculdade de conhecer (genialidade) que lhe possibilita acesso imediato à Ideia por meio da contemplação intuitiva, enquanto puro sujeito do conhecimento. Todavia, esta mesma potencialidade amplifica a vontade do gênio, quando este retoma a condição de indivíduo. Segundo o filósofo, o excedente da faculdade de conhecer pode tomar duas orientações, excludentes entre si: a orientação objetiva, quando ele se torna livre da servidão da vontade, ou a orientação subjetiva, ocasião em que o excedente se coloca a serviço da vontade individual. Por conta dessas duas orientações do excedente, o gênio ora se abstém do sofrimento, ora sofre de maneira extremada. O presente artigo pretende apresentar a hipótese de que o gênio vivencia um drama existencial, que ultrapassa sobremodo o sofrimento natural inerente aos outros homens. Para tanto, objetiva-se recorrer à obra Torquato Tasso do Goethe, citada pelo próprio Schopenhauer