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O Esquematismo dos Conceitos puros do Entendimento em Kant, a sua Transformação no neo-kantismo do Sudoeste alemão e na Kantianização da Filosofia Transcendental Tardia: uma Consideração histórica do Problema

Christian Krijnen

Autor
Christian Krijnen
Revista
Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea
Edição
8 / 2
Ano
2020
DOI
10.26512/rfmc.v8i2.35874
Páginas
35-77
Idioma
de
2020Christian Krijnen. O Esquematismo dos Conceitos puros do Entendimento em Kant, a sua Transformação no neo-kantismo do Sudoeste alemão e na Kantianização da Filosofia Transcendental Tardia: uma Consideração histórica do Problema. Revista de Filosofia Moderna e Contemporânea, v. 8, n. 2, p. 35-77, 2020.1

O sentido e a validade da doutrina kantiana do esquematismo são controversos até hoje. A esse respeito, há uma transformação radical do esquematismo kantiano dos conceitos puros do entendimento no neokantismo e na filosofia transcendental do período pós-guerra. A tese de Kant da heterogeneidade deve ser superada por meio de uma reconexão da heterogeneidade a uma unidade fundamental, a qual é a própria estrutura de validade do conhecimento. É mantida a capacidade de esquematização da espontaneidade do pensamento e são revogadas a ênfase de Kant na teoria da apercepção e a exterioridade do dado a qual o acompanha e a determinação do dado em uma ordem constitucional e regulatória válido-noemática. O sentido positivo da doutrina de Kant do esquematismo prova ser uma metodologia, seja nos neokantianos discutidos ou na filosofia transcendental posterior.