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O ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FILOSOFIA: ENTRE A REGULAÇÃO NORMATIVA E O COMPROMISSO COM A EMANCIPAÇÃO

Pedro Rodolfo Fernandes Silva, José Belizario Neto, Silvia Cristina Conde Nogueira

Autor
Pedro Rodolfo Fernandes Silva, José Belizario Neto, Silvia Cristina Conde Nogueira
Revista
PRISMA - Revista de Filosofia
Edição
7 / 1
Ano
2025
Páginas
153 - 173
Idioma
pt
2025Pedro Rodolfo Fernandes Silva, José Belizario Neto, Silvia Cristina Conde Nogueira. O ESTÁGIO SUPERVISIONADO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE FILOSOFIA: ENTRE A REGULAÇÃO NORMATIVA E O COMPROMISSO COM A EMANCIPAÇÃO. PRISMA - Revista de Filosofia, v. 7, n. 1, p. 153 - 173, 2025.1

O artigo analisa o papel do Estágio Curricular Supervisionado (ECS) na formação de professores de Filosofia, tensionando as exigências da regulação normativa, expressas na Resolução CNE/CP nº 04/2024, com os fundamentos de uma formação crítica e emancipadora. A partir de uma abordagem qualitativa, de natureza teórico-bibliográfica, examina-se como as diretrizes normativas dialogam — ou entram em contradição — com os princípios formativos baseados na práxis, na dialogicidade e na consciência crítica, conforme a pedagogia freireana. Tomando como referência o Projeto Pedagógico do Curso de Licenciatura em Filosofia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), discute-se de que modo o estágio se configura como espaço formativo fundamental, capaz de articular teoria e prática, e de promover a construção da autonomia, da identidade profissional e do compromisso ético-político dos futuros docentes. Defende-se que o estágio não deve ser reduzido a um cumprimento burocrático, mas compreendido como prática pedagógica essencial para a formação de professores comprometidos com uma educação pública, democrática e socialmente referenciada. Palavras-chave: formação de professores; filosofia; estágio supervisionado; Emancipação; educação crítica.   THE SUPERVISED INTERNSHIP IN PHILOSOPHY TEACHER EDUCATION: BETWEEN NORMATIVE REGULATION AND THE COMMITMENT TO EMANCIPATION Abstract This article analyzes the role of Supervised Curricular Internship (SCI) in the training of Philosophy teachers, highlighting the tensions between the demands of normative regulation — as established by Resolution CNE/CP No. 04/2024 — and the principles of a critical and emancipatory education. Based on a qualitative, theoretical-bibliographical approach, the article investigates how such regulatory frameworks interact with — or contradict — the pedagogical foundations rooted in praxis, dialogical processes, and critical consciousness, as inspired by Paulo Freire’s pedagogy. Using the Pedagogical Project of the Philosophy Teaching Degree at the Federal University of Amazonas (UFAM) as an empirical reference, the discussion emphasizes how the internship serves as a fundamental formative space. It enables the articulation of theory and practice while fostering the development of autonomy, professional identity, and ethical-political commitment among future teachers. The article argues that the internship should not be treated as a mere bureaucratic requirement but rather as a pedagogical practice central to the formation of teachers committed to public, democratic, and socially grounded education. Key words: teacher education; philosophy; supervised internship; emancipation; critical education.