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O ESTOICISMO E O MANUAL DE EPICTETO NAS LIÇÕES SOBRE A HISTÓRIA DA FILOSOFIA DE HEGEL

Sabrina Paradizzo Senna Paradizzo Senna

Autor
Sabrina Paradizzo Senna Paradizzo Senna
Revista
Prometeus - Journal of Philosophy
Edição
18 / 50
Ano
2026
DOI
10.52052/issn.2176-5960.pro.v18i50.24952
Idioma
pt
2026Sabrina Paradizzo Senna Paradizzo Senna. O ESTOICISMO E O MANUAL DE EPICTETO NAS LIÇÕES SOBRE A HISTÓRIA DA FILOSOFIA DE HEGEL. Prometeus - Journal of Philosophy, v. 18, n. 50, 2026.2

Este artigo analisa a interpretação de G. W. F. Hegel acerca do estoicismo nas Lições sobre a História da Filosofia, especialmente o lugar ocupado pelo Manual de Epicteto. Partindo da ideia hegeliana do estoicismo como uma forma de dogmatismo do entendimento, se analisa a centralidade da autoconsciência e da liberdade interior na filosofia estoica, bem como o processo pelo qual, no contexto do mundo romano, a filosofia perde seu interesse especulativo e assume uma orientação predominantemente parenética. O Manual de Epicteto é apresentado, na leitura de Hegel, como o ápice desse deslocamento da investigação conceitual para a exortação moral e a formação do caráter. O artigo mostra ainda como essa mesma caracterização se estende a autores como Sêneca e Marco Aurélio, nos quais a filosofia se consolida como exercício interior e disciplina da vontade, se afastando progressivamente da função científica que marcava o estoicismo grego.