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O experimento de pensamento do quarto chinês: a crítica de John Searle à inteligência artificial forte

Maxwell Morais de Lima Filho

Autor
Maxwell Morais de Lima Filho
Revista
Argumentos - Revista de Filosofia
Edição
3
Ano
2010
DOI
10.36517/Argumentos.2.3.18947
Idioma
pt
2010Maxwell Morais de Lima Filho. O experimento de pensamento do quarto chinês: a crítica de John Searle à inteligência artificial forte. Argumentos - Revista de Filosofia, n. 3, 2010.1

Será que um dia serão desenvolvidos computadores digitais capazes de pensar de modo similar ao nosso? Ou será que, independentemente da tecnologia, os computadores digitais estarão sempre limitados a manipularem dados sem compreendê-los? Neste trabalho, apresentarei duas concepções antagônicas de Filosofia da Mente: a Inteligência Artificial Forte (IA Forte), que responde afirmativamente à primeira questão, e a crítica de John Searle a esta corrente, que, por sua vez, responde de maneira afi rmativa à segunda questão. Para tanto, iniciarei o artigo apresentando o famoso jogo da imitação proposto por Alan Turing (1950) para decidir se uma máquina é ou não inteligente, jogo este que ficou conhecido como teste de Turing. Logo em seguida, analisarei minuciosamente o experimento mental do quarto chinês (proposto em 1980 por John Searle), que é uma crítica ao teste de Turing e ao programa de pesquisa da Inteligência Artificial Forte (IA Forte).