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O filósofo dentro e fora do ordinário: Hume, Stanley Cavell e a instabilidade das conclusões céticas

Andrea Cachel

Autor
Andrea Cachel
Revista
Revista Ética e Filosofia Política
Edição
2 / 23
Ano
2021
DOI
10.34019/2448-2137.2020.33285
Páginas
102-128
Idioma
pt
2021Andrea Cachel. O filósofo dentro e fora do ordinário: Hume, Stanley Cavell e a instabilidade das conclusões céticas. Revista Ética e Filosofia Política, v. 2, n. 23, p. 102-128, 2021.1

O objetivo deste artigo é discutir o que representa a instabilidade das reflexões filosóficas, segundo a leitura que dela faz a filosofia de Stanley Cavell, em diálogo com Hume, filósofo que teria abordado esse problema em sua maior amplitude. Nesse sentido, em primeiro lugar o texto apresenta as linhas gerais da análise humeana, realizada especialmente no Tratado da Natureza Humana, sobre a alternatividade entre a razão e a imaginação na questão do ceticismo sobre o mundo exterior e concernente à identidade pessoal. Partindo dessa síntese da questão, investiga em que sentido, para Cavell, a instabilidade do ceticismo reflete sua natureza dicotômica face ao ordinário; a naturalidade e a antinaturalidade da filosofia. A intenção é mostrar, com base nesse percurso, que, dado o fato de que as noções filosóficas não são descobertas sobre as crenças comuns e que estas não conseguem evitar por completo as tendências da razão humana, a ideia de uma filosofia imersa no mundo ordinário só pode ser compreendida como uma apropriação subjetiva dos nossos acordos comuns.        Palavras-chave: ceticismo; filosofia; crenças naturais; linguagem ordinária.