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O FIM DA FILOSOFIA NA MODERNIDADE COM O SURGIMENTO DA HERMENÊUTICA HEIDEGGERIANA

Wellington Lima Amorim, José Roberto Carvalho da Silva

Autor
Wellington Lima Amorim, José Roberto Carvalho da Silva
Revista
PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
Edição
4 / 7
Ano
2014
DOI
10.26694/pensando.v4i7.1366
Páginas
113-125
Idioma
pt
2014Wellington Lima Amorim, José Roberto Carvalho da Silva. O FIM DA FILOSOFIA NA MODERNIDADE COM O SURGIMENTO DA HERMENÊUTICA HEIDEGGERIANA. PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA, v. 4, n. 7, p. 113-125, 2014.2

Para Heidegger a filosofia até então fora metafísica e enquanto tal chega a seu acabamento na era tecnológica, ou seja, a modernidade atinge seu auge com a inauguração da autonomia das ciências particulares pela linguagem cibernética. O filósofo chama a atenção para um pensamento capaz de pensar além da metafisica e da essência da técnica (gestell) que tem dominado a compreensão do habitar humano no mundo. Redescobrir um pensar que não seja nem metafísico nem técnico é o que Heidegger chama de a tarefa do pensamento. Vejamos que tanto a metafísica quanto a técnica estão acentuadas em um mesmo fundamento, consequentemente em uma mesma noção de verdade, a verdade enquanto concordância, enunciativa e enquanto ente. Nesta concepção de verdade também a filosofia habita enquanto metafísica, por isso na tarefa do pensamento a filosofia deve superar-se e buscar uma nova compreensão para o que é verdadeiro, deve ir às origens do pensamento grego e resgatar o significado de alétheia, desvelamento. Pensar é desvelar o que está velado. A tarefa do pensamento passa a ser encaminhada à hermenêutica, não por mera arbitrariedade, mas sim pela própria necessidade de se pensar originariamente. Só a hermenêutica pode ainda pensar o que é digno de ser pensado, o que ainda não foi alcançado pelo pensamento metafísico e pelo enquadramento técnico que move a habitação do homem no mundo, pois é a abertura que possibilita todo apresentar-se, essa abertura é a clareira do Ser.