Voltar para Artigos
Artigos

O HÁBITO COMO EXERCÍCIO FILOSÓFICO EM EPICTETO

Diogo da Luz

Autor
Diogo da Luz
Revista
Prometeus - Journal of Philosophy
Edição
11 / 27
Ano
2018
DOI
10.52052/issn.2176-5960.pro.v11i27.8894
Idioma
pt
2018Diogo da Luz. O HÁBITO COMO EXERCÍCIO FILOSÓFICO EM EPICTETO. Prometeus - Journal of Philosophy, v. 11, n. 27, 2018.1

O hábito para os estoicos deve ser entendido de modo diferente da maneira descrita por Platão ou Aristóteles. Dado que, para estes, a formação do caráter é considerada a partir de uma psicologia que aborda a alma por meio de partes distintas, tal interpretação os levou a descrever o hábito como um elemento fundamental para a educação da parte irracional da alma, enquanto a parte racional é educada por meio da razão. Para os estoicos, no entanto, o hábito se faz importante para a alma como todo, sem distinção entre racional e irracional. Seguindo essa perspectiva, Epicteto não trata da habituação de qualquer elemento irracional. Quando o filósofo fala em “habituar-se” a determinadas ações, ele não se refere a uma atividade de repetição que condiciona aspectos distintamente irracionais, mas, ao contrário, refere-se a uma atividade autonomamente filosófica, que envolve a razão, com atenção especial ao cuidado com as representações.