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O HETEROGÊNEO E O GASTO IMPRODUTIVO: A CRÍTICA DA HOMOGENEIZAÇÃO EM GEORGES BATAILLE

João Emiliano Fortaleza de Aquino

Autor
João Emiliano Fortaleza de Aquino
Revista
Princípios: Revista de Filosofia (UFRN)
Edição
20 / 33
Ano
2015
Páginas
375-390
Idioma
pt
2015João Emiliano Fortaleza de Aquino. O HETEROGÊNEO E O GASTO IMPRODUTIVO: A CRÍTICA DA HOMOGENEIZAÇÃO EM GEORGES BATAILLE. Princípios: Revista de Filosofia (UFRN), v. 20, n. 33, p. 375-390, 2015.2

Em sua polêmica com André Breton e os surrealistas,Georges Bataille apresenta novas categorias com base nas quais épossível pensar a obra do Marquês de Sade: a excreção e aapropriação, ou ainda, o heterogêneo e o homogêneo. Sua intençãoprincipal é pensar os dois fundamentais impulsos complementares eopostos da vida psíquica e social dos homens, a partir dos quaispode ser pensada uma forma de excreção não-apropriável, ou ainda,um heterogêneo não-homogeneizável: o gasto improdutivo(dépense improductive), categoria crítica do que é socialmente útil,produtivo, homogêneo. Nesta exposição, trata-se também deapresentar uma interpretação do pensamento de Bataille queprivilegia sua relação com a sociologia da religião, a etnografia e apsicanálise.