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O homem de gosto e o egoísta lógico. Uma introdução crítica à estética de Kant, de Arthur Grupillo

Luiz Filipe da Silva Oliveira

Autor
Luiz Filipe da Silva Oliveira
Revista
Kant e-prints
Edição
18
Ano
2023
DOI
10.20396/kant.v18i00.8673523
Páginas
27-34
Idioma
pt
2023Luiz Filipe da Silva Oliveira. O homem de gosto e o egoísta lógico. Uma introdução crítica à estética de Kant, de Arthur Grupillo. Kant e-prints, v. 18, p. 27-34, 2023.2

Através do §9 da Crítica da faculdade de julgar (CFJ), por exemplo, Kant pressupõe a comunicabilidade universal do conhecimento e disso se segue a afirmação do jogo livre de suas faculdades, uma espécie de conformidade do estado mental da cognição, ou seja, um ajuizamento subjetivo, então universal, com a representação pela qual o objeto é dado. Isso aponta, em outras palavras, para a pressuposição de que do compartilhamento das mesmas condições do conhecimento, se segue as mesmas condições do juízo estético. As razões para duvidarmos dessa transição estão, em sua maioria, demonstradas com rigor a partir do presente trabalho de Arthur Grupillo, concebido originalmente como sua dissertação de mestrado pela UFMG, defendida no ano de 2006. Seu título, O homem de gosto e o egoísta lógico, vai ao cerne da questão ao trazer o arquétipo das duas figuras que mobilizam a verificação de até que ponto o arcabouço da filosofia crítica não enclausura os ajuizamentos do homem de gosto dentro dos mesmos estritos limites da reflexão do egoísta lógico, para quem conclusões formais são suficientes na verificação de suas proposições.