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O homem no horizonte entre o tempo e a eternidade: Johannes Baptist Lotz

Thiago Leite Cabrera, Carlos Frederico Gurgel Calvet da Silveira

Autor
Thiago Leite Cabrera, Carlos Frederico Gurgel Calvet da Silveira
Revista
Synesis (ISSN 1984-6754)
Edição
12 / 2
Ano
2020
Páginas
144-160
Idioma
pt
2020Thiago Leite Cabrera, Carlos Frederico Gurgel Calvet da Silveira. O homem no horizonte entre o tempo e a eternidade: Johannes Baptist Lotz. Synesis (ISSN 1984-6754), v. 12, n. 2, p. 144-160, 2020.1

Este artigo visa investigar a contribuição de Johannes Baptist Lotz ao diálogo entre Heidegger e Tomás de Aquino. Para tal fim, concentra-se em três temas compartilhados por ambos: as questões do homem, do ser e do tempo. De acordo com Lotz, embora Tomás de Aquino tradicionalmente tenha sido associado com certo humanism medieval, a crítica de Heidegger ao humanismo oferece uma valiosa contribuição para a superação dos limites metodológicos da antropologia tomista medieval e, ao mesmo tempo, resgata a mediação do homem na compreensão tomista do ser. Metodologicamente, esta investigação tem base na obra Martin Heidegger e Tomás de Aquino, com recurso adicional a outras obras do autor, como Experiência Transcendental. Nos três temas mencionados, foi possível reconhecer a intermediação do kantismo quanto aos conceitos de transcendental e experiência. Na visão de Lotz, O esquecimento do ser postulado por Heidegger pode ser ultrapassada por uma experiência transcendental, que, partindo dos entes, dá-nos acesso ao Ser em Si Mesmo Subistente.