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O homem vazio: uma crítica ao utilitarismo

Érico Andrade

Autor
Érico Andrade
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
36 / 2
Ano
2013
DOI
10.1590/S0101-31732013000200007
Páginas
105-122
Idioma
pt
2013Érico Andrade. O homem vazio: uma crítica ao utilitarismo. Trans/Form/Ação, v. 36, n. 2, p. 105-122, 2013.2

O objetivo do meu artigo é criticar a compreensão utilitarista do agente moral como átomo racional que está disposto invariavelmente a agir de acordo com o não sofrimento. Minha hipótese é a de que o utilitarismo esvazia os seres humanos de suas motivações para oferecer uma imagem opaca do agente moral. Por isso, ele é incapaz de solucionar dilemas morais que envolvem, por um lado, o autossacrifício por razões afetivas e, por outro, conflitos que opõem culturas distintas. Meu ponto é que não é necessariamente imoral a ação de um agente o qual sacrifica a solução ótima (proposta pelo cálculo utilitário e que privilegia a maioria), em nome de uma motivação afetiva, que julga que uma vida pode valer mais do que outra, nem o sofrimento é necessariamente imoral em todas as culturas de modo uniforme.