O infinito entre nós: verdade e justiça segundo Levinas [The infinity between us: truth and justice according to Levinas]
Rubens Machado
- Autor
- Rubens Machado
- Revista
- Revista Ágora Filosófica
- Edição
- 13 / 2
- Ano
- 2013
- DOI
- 10.25247/P1982-999X.2013.v1n2.p77-96
- Páginas
- 77-96
- Idioma
- pt
Emmanuel Levinas (1906-1995), filósofo contemporâneo nascido na Lituânia e naturalizado francês, promove uma singular renovação da filosofia. Essa renovação começa com a sua tese segundo a qual há um primado da relação frente a frente – ou ética –, origem de todo o sentido, até mesmo o da teoria. Rompendo com a filosofia na primeira pessoa (imanente), Levinas propõe o diálogo como o modo autêntico do filosofar. Nesse sentido, ressalta em sua filosofia a figura de Outrem que, na expressão de seu Rosto, desafia os poderes da filosofia imanente-transcendental. Oriundo da tradição fenomenológica, Levinas extrapola seus limites – da Totalidade – introduzindo a noção de Infinito como “infinito ético”. No contexto da sua fi losofi a, noções importantes da tradição filosófica adquirem uma nova significação, entre elas a noção de “verdade”. O objetivo do presente artigo é apresentar, ainda que de um modo propedêutico, o modo como Levinas constitui a noção de verdade.
