Voltar para Artigos
Artigos

O início da ruptura entre Espinosa e Descartes

Juarez Lopes Rodrigues

Autor
Juarez Lopes Rodrigues
Revista
Revista Conatus - Filosofia de Spinoza (ISSN 1981-7509)
Edição
8 / 15
Ano
2023
Páginas
47-61
Idioma
pt
2023Juarez Lopes Rodrigues. O início da ruptura entre Espinosa e Descartes. Revista Conatus - Filosofia de Spinoza (ISSN 1981-7509), v. 8, n. 15, p. 47-61, 2023.1

Este artigo é uma análise do momento de ruptura entre Espinosa e Descartes sobre o conceito de vontade. A vontade ou livre-arbítrio em Descartes envolve a afirmação de graus de liberdade, a liberdade de indiferença e “a melhor liberdade”. Analisaremos as primeiras obras publicadas de Espinosa, os Princípios da Filosofia Cartesiana e os Pensamentos Metafísicos, para precisar este momento de ruptura. Nessas primeiras obras, Espinosa tem o objetivo apenas de expor a filosofia cartesiana sem entrar em polêmica com o cartesianismo vigente, porém isso não o impede de acrescentar afirmações que não constavam nas obras de Descartes. Por isso verificaremos se Espinosa acrescenta ou omite afirmações em relação ao conceito de vontade cartesiano. Chegaremos à conclusão de que a ruptura ocorre apenas nos Pensamento Metafísicos, e diferentemente do que pensávamos, ela se dá através do conceito de mente. Mais precisamente, serão pelas opções distintas em relação à ordem de investigação geométrica, a analítica em Descartes e a sintética em Espinosa, que o conceito de mente inverterá as consequências de ambas as filosofias em relação ao conceito de liberdade.