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O laboratório como espaço da produção dos fatos científicos no pensamento de Latour e Woolgar

Vinícius Carvalho da Silva, Renato da Silva Vicentini, Harumi Matsumoto, Breno Sabino Leite de Souza

Autor
Vinícius Carvalho da Silva, Renato da Silva Vicentini, Harumi Matsumoto, Breno Sabino Leite de Souza
Revista
Revista Ideação
Edição
1 / 40
Ano
2019
DOI
10.13102/ideac.v1i40.4426
Páginas
220-236
Idioma
pt
2019Vinícius Carvalho da Silva, Renato da Silva Vicentini, Harumi Matsumoto, Breno Sabino Leite de Souza. O laboratório como espaço da produção dos fatos científicos no pensamento de Latour e Woolgar. Revista Ideação, v. 1, n. 40, p. 220-236, 2019.1

Neste artigo faremos uma apresentação crítica do “realismo ascendente” de Bruno Latour e Steve Woolgar, em Vida de Laboratório, obra em que investigam o funcionamento de um laboratório de neuroendocrinologia buscando compreender como os fatos científicos são socialmente construídos. Assumindo uma postura radical, descartam a ontologia realista mais comum, rompem com a epistemologia da filosofia da ciência tradicional, com a história e a sociologia da ciência e mesmo com a antropologia. Concluem que o laboratório – primeiro aquele específico, estudado, e depois em sentido geral – é um espaço de produção literária técnica onde os fatos científicos são construídos. A concepção de ciência dos autores levanta problemas filosóficos tradicionais, além de requerer uma formalização lógica.