Voltar para Artigos
Artigos

O liberalismo e a beneficência em Kant segundo Aguinaldo Pavão: uma reflexão a respeito do trabalhador autônomo

Antonio Alves

Autor
Antonio Alves
Revista
Kant e-prints
Edição
19
Ano
2024
DOI
10.20396/kant.v19i00.8678827
Páginas
e024007-e024007
Idioma
pt
2024Antonio Alves. O liberalismo e a beneficência em Kant segundo Aguinaldo Pavão: uma reflexão a respeito do trabalhador autônomo. Kant e-prints, v. 19, p. e024007-e024007, 2024.3

O presente artigo pretende expor a interpretação do liberalismo e da beneficência em Kant, a partir de Pavão (2023), que defende Kant como partidário do liberalismo clássico, dentre outros motivos, em especial aqui, por aquele que diz que a beneficência é um dever da virtude e não uma exigência feita pelo direito (e, por conseguinte, também não sendo uma exigência do Estado). Tal concepção será tencionada, comparada e criticada tendo em vista a concepção de cidadão ativo (activer Staatsbürger), de Kant. Sendo o cidadão ativo aquele que exerce trabalho autônomo e se sustenta de modo independente na sociedade, a questão a ser respondida é a seguinte: é possível, em Kant, derivar um impacto jurídico menor em coagir os ricos a praticar ações benevolentes do que aplicar um mesmo tipo de coerção nos pobres ou permaneceria valendo a tese do liberalismo clássico de Kant proposta por Pavão?