Voltar para Artigos
Artigos

O livre-arbítrio na filosofia de Spinoza e o percalço com o estoicismo

Bruno Alonso

Autor
Bruno Alonso
Revista
Revista Conatus - Filosofia de Spinoza (ISSN 1981-7509)
Edição
16 / 27
Ano
2025
DOI
10.52521/conatus.v16i27.13318
Páginas
45-53
Idioma
pt
2025Bruno Alonso. O livre-arbítrio na filosofia de Spinoza e o percalço com o estoicismo. Revista Conatus - Filosofia de Spinoza (ISSN 1981-7509), v. 16, n. 27, p. 45-53, 2025.1

A disposição dos homens na natureza é um tema fulcral para a filosofia de Spinoza. A Ética constrói uma visão totalizante da natureza, de uma unidade indissolúvel, a substância una que coincide com o próprio Deus. Os homens são partes da natureza, entrepostos em um arranjo de coisas que dirime o livre-arbítrio. Entretanto, o panteísmo metafísico de Spinoza revela uma peculiar afinidade com a física dos estoicos. Nesse sentido, é oportuno apurar a relação de Spinoza com o estoicismo, um ingrediente elementar, que permite explorar as fronteiras e o alcance da liberdade dos homens. O presente artigo realiza um estudo aprofundado da Ética de Spinoza para, em suma, confrontar os diversos pontos de sintonia e atrito entre a sua filosofia e o estoicismo.