O lógos como essência do homem e essência da linguagem: uma leitura do fragmento 50 de Heráclito a partir de Heidegger
Bruno Abilio Galvão
- Autor
- Bruno Abilio Galvão
- Revista
- Sofia
- Edição
- 10 / 2
- Ano
- 2022
- DOI
- 10.47456/sofia.v10i2.35724
- Páginas
- 175-194
- Idioma
- pt
A linguagem, há muito pensada metafisicamente como um ente intramundano está, segundo Heidegger, fora de seu horizonte originário. Então, atribuindo-se a tarefa de recolocar a linguagem em seu horizonte e pensá-la originária e essencialmente, Heidegger recorre aos pensadores originários Parmênides e Heráclito. Porém, investigaremos essa questão a partir do fragmento 50 de Heráclito analisando a linguagem em sua essência por meio da palavra lógos que, posteriormente, se mostrará também como a essência do homem. Para isso, lançaremos mão de pesquisa bibliográfica referente a algumas obras de Heidegger em que ele aborda o tema e também de alguns comentadores que tratam do assunto proposto. A relevância do tema persiste no fato de possibilitar, ao recolocar a linguagem em seu horizonte originário, um rompimento com a separação entre homem e mundo proporcionado pela metafísica em todas as suas formas e sistemas de pensamento.
