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O lugar da analítica existencial no projeto heideggeriano de uma ontologia fundamental

Katyana Martins Weyh

Autor
Katyana Martins Weyh
Revista
Revista DIAPHONÍA
Edição
3 / 1
Ano
2017
DOI
10.48075/rd.v3i1.17210
Páginas
169-178
Idioma
pt
2017Katyana Martins Weyh. O lugar da analítica existencial no projeto heideggeriano de uma ontologia fundamental. Revista DIAPHONÍA, v. 3, n. 1, p. 169-178, 2017.1

O objetivo deste artigo é apresentar os termos do programa da ontologia fundamental heideggeriana evidenciando, inclusive, seus subprojetos, conjunto que visa a retomada da questão do ser por meio de seu sentido. O esforço por retomar tais temas se viabiliza por meio do recurso à obra Ser e tempo (1927), em que Heidegger mostra a necessidade de voltar à metafísica tradicional para compreender como esta interpreta a ontologia e de que modo lida com a questão ontológica. Dessa maneira, o presente artigo aborda, primeiramente, o que ficou conhecido como retomada da questão fundamental do sentido do ser, a diferença entre ser e ente e a caracterização do “fenômeno humano” (Ser-aí). Pretende-se, com isso, apresentar a ideia central da ontologia fundamental e mostrar em que medida ela difere da ontologia tradicional, para, a partir daí, apresentar os subprojetos de Ser e Tempo, pertencentes ao projeto da ontologia fundamental, a saber: destruição da história da ontologia, hermenêutica da facticidade e, por fim, a analítica existencial.