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O mal-estar no estruturalismo - ambivalências da demanda por justa representação no campo da arbitrariedade do signo:

Gabriel Victor Rocha Pinezi

Autor
Gabriel Victor Rocha Pinezi
Revista
Kalagatos
Edição
22 / 1
Ano
2025
DOI
10.52521/kg.v22i1.14678
Páginas
ek24003
Idioma
pt
2025Gabriel Victor Rocha Pinezi. O mal-estar no estruturalismo - ambivalências da demanda por justa representação no campo da arbitrariedade do signo: . Kalagatos, v. 22, n. 1, p. ek24003, 2025.4

O artigo tem como objetivo discutir certo mal-estar ético e político no pensamento estruturalista — especialmente na desconstrução derridiana e em seus herdeiros — segundo o qual as estruturas seriam, simultaneamente e paradoxalmente, origem e causa de toda liberdade e de toda violência. Problematizamos tal hipótese dividindo o artigo em três partes: na primeira, analisamos as teses de Saussure sobre a arbitrariedade do signo com base na leitura mais atual de Patrice Maniglier (2023); em seguida, discutimos em que medida as teses saussurianas retomam conceitos e ideias próprias ao Crátilo, de Platão; na terceira, apontamos para alguns impasses da desconstrução derridiana no trato com o conceito de justiça a partir do embate com Saussure e Platão. Com isso, concluímos que o mal-estar no estruturalismo parece derivar de um uso hiperbólico das metáforas da “justiça” e da “violência” aplicadas ao problema da representação de modo a retomar a hipótese platônica da “correção” e da “justiça” dos nomes.