Voltar para Artigos
Artigos

O meditar como mergulho no silêncio abissal:: REFLEXÕES SOBRE O HABITAR E O CUIDAR NA CARTA SOBRE O HUMANISMO DE HEIDEGGER

Francisco Ramos Neves

Autor
Francisco Ramos Neves
Revista
Kalagatos
Edição
11 / 21
Ano
2021
DOI
10.23845/kalagatos.v11i21.6104
Páginas
245-268
Idioma
pt
2021Francisco Ramos Neves. O meditar como mergulho no silêncio abissal:: REFLEXÕES SOBRE O HABITAR E O CUIDAR NA CARTA SOBRE O HUMANISMO DE HEIDEGGER. Kalagatos, v. 11, n. 21, p. 245-268, 2021.3

O presente artigo trata da questão do pensar em sua interação com o meditar e o habitar nos cuidados com o humano em sua consumação da plenitude do ser que se encontra em sua essência. A investigação parte da Carta sobre o Humanism e recorre a outras obras importantes de Heidegger e de alguns importantes comentadores para esclarecer a discussão. O meditar em Heidegger assume um papel preponderante como abertura para o mistério e começo de tomada de uma posição de autenticidade na busca do sentido do ser do homem. Este tema está presente em muitas obras de Heidegger e falar sobre o meditar já é um desafio que nos remete ao pensamento introspectivo sobre sua importância em nossa própria vida. Se dedicar à meditação é como o filosofar que não se presta a qualquer utilidade prática. Neste meditar liberto o homem pode atender ao “apelo silencioso do ser,” para assim poder consumar o caminho que a linguagem lhe reserva, e evitar o seu desvio ao esquecimento desta tarefa de pensar a essência do seu Ser.