O MODELO DA REPRESENTAÇÃO E SUA PRESUNÇÃO À UNIVERSALIDADE: da crítica Deleuziana aos epistemicídios demonstrados por Grosfoguel e o que a filosofia pode deixar de ser
João Giudicissi Valente
- Autor
- João Giudicissi Valente
- Revista
- PÓLEMOS – Revista de Estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília
- Edição
- 13 / 28
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.26512/pl.v13i28.54182
- Páginas
- 266 - 289
- Idioma
- pt
Esse texto busca expor a crítica feita por Deleuze em “Diferença e Repetição” ao modelo da representação e a sua suposta universalidade dentro filosofia ocidental e ao mundo, uma pretensão incabível na perspectiva deleuziana, ao conceito de epistemicídio desenvolvido por Grosfoguel em seu texto “A estrutura do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: racismo/sexismo epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI”, para entendermos o impacto real da invalidação que o conhecimento ocidental, do modo como é estruturado, causa à pensamentos, ciências, filosofias não ocidentais e até a arte, para então enxergarmos a cosmologia na filosofia de Deleuze, e sua negação ao modelo tradicional ocidental. Para que esse caminho seja percorrido, será exposto brevemente o modelo da recognição e da representação provindo das ideias de Platão, Descartes e Kant, fundadores mais difundidos de toda epistemologia ocidental, para então passarmos para a crítica deleuziana, e sua relação com aquilo apontado por Grosfoguel. Por fim, buscamos ao menos vislumbrar uma nova possibilidade de escopo filosófico, novos futuros que possam abranger a multiplicidade do pensar, sem limitar ou exterminar.
