- Autor
- Samuel Dimas
- Revista
- PENSANDO - REVISTA DE FILOSOFIA
- Edição
- 15 / 35
- Ano
- 2024
- DOI
- 10.26694/pensando.vol15i35.5318
- Páginas
- 12-19
- Idioma
- pt
O filósofo português António Quadros, assumindo-se como um pensador livre, procura estabelecer um diálogo entre filosofia, teologia, ciência e espiritualidade religiosa, sem abdicar do seu vínculo institucional à Igreja Católica. Identifica a manifestação de Deus na realidade sensível do Cosmos e na realidade espiritual da criação cultural, concebendo um movimento teleológico de toda a existência para uma plenitude escatológica de fraterna harmonia e imortal convivência. Desenvolve uma metafísica que pretende explicar racionalmente a relação entre a infinita iniciativa divina e o dinamismo mundano finito e condicionado pela morte e pelo mal, ou seja, a relação entre a eternidade necessária e a temporalidade contingente. Procuraremos apresentar neste estudo de que maneira o autor concebe o movimento teleológico da providência divina no contexto de uma mundividência contemporânea que reconhece a autonomia das leis naturais e das decisões livres no desenvolvimento histórico do mundo.
