- Autor
- Juliana Aggio
- Revista
- Trilhas Filosóficas
- Edição
- 2 / 2
- Ano
- 2009
- Páginas
- 62-71
- Idioma
- pt
O texto examina o papel do corpo na percepção segundo Aristóteles e em contraponto com Platão. O objetivo é mostrar qual a importância do corpo no fenômeno perceptivo, tanto para que ele ocorra, como para que ele ocorra do modo como ocorre, i.e., como uma afecção que sofre o percipiente composto de corpo e alma. O que significa dizer que tanto corpo, como alma sofrem alterações simultaneamente e que, portanto, a alteração física é necessária tanto quanto a psíquica. Em suma, o corpo excerce uma função cogniva material, ao contrário do que pensava Platão ao dizer que quem percebe é a alma, sendo o corpo um mero instrumento pelo qual a alma recebe os sensíveis. O texto, deste modo, pretende elucidar como o ser é conhecido pela percepção segundo Aristóteles, tratando assim de um ponto extremamente controverso, a saber: como a sensação discrimina seus próprios objetos e se tal discriminação resume-se apenas em processos fisiológicos ou é também uma atividade da alma e, se é também uma atividade da alma, em que sentido a alteração física ocorrida no corpo, conjuntamente com uma certa atividade da alma, constituem a percepção.
