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O papel dos cristãos leigos e leigas na igreja e na sociedade como sujeitos eclesiais

Hélio Rafael Frazão Pereira, Ari Antônio dos Reis

Autor
Hélio Rafael Frazão Pereira, Ari Antônio dos Reis
Revista
Revista Filoteológica - ISSN: 2763-7549
Edição
2 / 1
Ano
2022
Páginas
31-54
Idioma
pt
2022Hélio Rafael Frazão Pereira, Ari Antônio dos Reis. O papel dos cristãos leigos e leigas na igreja e na sociedade como sujeitos eclesiais. Revista Filoteológica - ISSN: 2763-7549, v. 2, n. 1, p. 31-54, 2022.1

O papel do leigo ainda é pouco compreendido na Igreja Católica, devido a uma herança de configuração eclesiológica remanescente de uma cristandade que perdurou longos anos no ambiente eclesial. Se, nas primeiras comunidades a Igreja nasce do laicato e vive uma Igreja ministerial da diaconia, após a era constantiniana, com o advento de um Império-cristão ao lado do Império Romano, há um acento na desigualdade entre leigo e clérigo. Todavia com o Concílio Vaticano II, já no século XX, há uma mudança da configuração eclesial que percebe uma Igreja como Povo de Deus, revivendo a dignidade batismal e o sacerdócio comum dos fiéis. Esta mudança influencia diretamente o papel dos leigos, que de agentes passivos passam a ser agentes ativos com voz e vez, sendo aqueles que dão dinamismo, que dão movimento ao mundo, iluminando a realidade à luz do Evangelho de Cristo. Portanto, sujeitos eclesiais.