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O paradoxo de Chalmers

Gustavo Leal-Toledo

Autor
Gustavo Leal-Toledo
Revista
Trans/Form/Ação
Edição
32 / 2
Ano
2009
DOI
10.1590/S0101-31732009000200010
Páginas
159-173
Idioma
pt
2009Gustavo Leal-Toledo. O paradoxo de Chalmers. Trans/Form/Ação, v. 32, n. 2, p. 159-173, 2009.1

O Argumento dos Zumbis proposto por Chalmers, ao contrário de defender o dualismo, bane as qualia para um “mundo” onde elas não podem influenciar o julgamento que fazemos sobre nós mesmos. Por este motivo, pelo próprio argumento, podemos ser um zumbi e não saber. A isso Chalmers chamou de The Paradox of Phenomenal Judgment. O problema é que ele aceita tal paradoxo como parte de sua própria teoria. No entanto, este movimento filosófico não é aceitável e este paradoxo mina a teoria de Chalmers por dentro mostrando que o argumento dos zumbis é, na verdade, um argumento contra o dualismo. Chalmers tenta resolver este problema com uma série de argumentos que tem como base o fato de que a consciência é um bruto explanandum indubitável. No entanto, tal tentativa fracassa por uma série de razões que mostram que mesmo se ele estivesse correto, ainda poderíamos ser um zumbi e não saber.