Voltar para Artigos
Artigos

O PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES NA EDUCAÇÃO BÁSICA - PARFOR NO MUNICÍPIO DE MARAÃ – AM: A LUTA PELA FORMAÇÃO DOCENTE NO COTIDIANO DA DOCÊNCIA

Denis de Oliveira Silva

Autor
Denis de Oliveira Silva
Revista
Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação
Edição
18 / 3
Ano
2019
DOI
10.21680/1984-3879.2018v18n3ID13742
Idioma
pt
2019Denis de Oliveira Silva. O PLANO NACIONAL DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES NA EDUCAÇÃO BÁSICA - PARFOR NO MUNICÍPIO DE MARAÃ – AM: A LUTA PELA FORMAÇÃO DOCENTE NO COTIDIANO DA DOCÊNCIA. Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação, v. 18, n. 3, 2019.1

O presente artigo possui como objetivo refletir o processo de formação de professores do PARFOR no Município de Maraã no Estado do Amazonas no curso Licenciatura em História. Este estudo tem como procedimentos metodológicos, a Pesquisa Qualitativa (CRESWELL, 2010), como método de abordagem o materialismo dialético (TRIVIÑOS, 2008). Os professores que são alunos deste curso, são contratados para lecionar no período letivo e depois não recebem seus salários no período de férias no Município, revelando o que Foucault (1985) nos ajuda a visualizar o “micropoder”, em que os professores ficam à mercê de desmandos dos gestores municipais, impedidos de exigir seus direitos, por não possuírem estabilidade e nem plano de carreira, recebem apenas o período em que estão na sala de aula, não gozam de direito a férias e muitos menos de outros direitos trabalhistas da profissão, como o salário base dos professores, que fica bem abaixo do piso nacional estabelecido. Esta prática de política governamental prejudica também a permanência na formação, principalmente no início do ano em que não estão lotados nas escolas, a instabilidade dos professores no trabalho prejudica diretamente os estudantes na aprendizagem, pois há uma rotatividade grande dos docentes nas escolas, dificultando um pensamento crítico-reflexivo no interior da escola junto com a comunidade.