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O pluralismo axiológico do jovem Canguilhem no contexto da ascensão do fascismo (1926-1939)

Caio Souto

Autor
Caio Souto
Revista
Cadernos de Ética e Filosofia Política
Edição
1 / 38
Ano
2021
DOI
10.11606/issn.1517-0128.v1i38p175-187
Páginas
175-187
Idioma
pt-BR
2021Caio Souto. O pluralismo axiológico do jovem Canguilhem no contexto da ascensão do fascismo (1926-1939). Cadernos de Ética e Filosofia Política, v. 1, n. 38, p. 175-187, 2021.4

Os textos publicados por Georges Canguilhem durante as décadas de 1920-1930, que desenvolviam uma filosofia dos valores com certa inflexão política, receberam grande influência do neokantiano Alain (pseudônimo de Émile Chartier). O grupo dos intelectuais reunidos em torno de Alain militava em favor do pacifismo, visando evitar um novo conflito mundial. Contudo, a ascensão do fascismo provocou uma nova postura por parte do “jovem Canguilhem”, que publicou anonimamente os resultados de uma pesquisa empírica com o título “Le fascisme et les paysans”, levando sua filosofia axiológica de então a uma nova inflexão política, culminando numa ruptura com o pensamento de Alain e de seu grupo.